terça-feira, 28 de outubro de 2014

É o medo de te experimentar
E viver com tudo dando certo
Receio de você me encontrar
E dizer sempre um caminho reto
A idéia de ser livre me afaga
Eu temo dependência
Seus braços me aprisionam calmos
Com tanta paciência
Me rendo aos defeitos de todos pares
Divido existência
É o medo de ter com quem contar
E viver com tudo dando certo
Receio de você me encontrar
E aquecer meu coração inquieto
A idéia de ser livre errada
Confunde minha cabeça
Seus braços me aprisionam calmos
Com tanta eficiência
Me rendo aos defeitos de todos bares
Divirto-me depressa
Nem eu sou
Nem eu sou
A idéia de ser livre errada
Separa toda gente
Seus braços me aprisionam lassos
A gente vê decência
Me rendo aos defeitos mais seculares
Divirto-me depressa

domingo, 29 de dezembro de 2013

Hora de crescer

Vendo você desaparecer em meu espelho
Enquanto vou embora
Levando comigo a nossa curta lembrança
E a esperança de que um dia isso desse certo
Eu acho que você precisa de um tempo só
Você diz que quer alguém com quem possa contar
Abra os seus olhos, você é muito orgulhosa
E pode continuar dividindo sua vida apenas com você
Será esse mais um dos seus jogos?
Eu tentei me convencer que da última vez seria diferente
E veja onde estamos
E o que você esperava de mim?
O que queria que eu fizesse?
Eu não quero viver essa mentira de novo
Eu sei que um dia dará certo, só não sei quando
Abra os seus olhos, você é tão esperta
Eu só irei me afastar até que possa entender
Nunca acaba até que se resolva
E você ainda não cresceu

Pontas Quebradas

E agora eu me enxergo
Eu sempre estive aqui...
Excesso de memória
E pontas de lápis quebrados
Anjos caídos do céu
Me ajudem a esquecer
Tudo sempre esteve ao nosso alcance
Então o que deu errado?
Alguns focos de dor foram ativados
Mas eu poderia ter ignorado
Eu poderia ter me desculpado
Viver dia após dia
Seguirei sem te seguir
E quando você voltar a fazer falta
Irei procurar alguém estranho
Apenas para lembrar
Não há nada como perder você

Desejos

Duas vidas murchando como uma flor
E toda essa espera por uma resposta
Que justifique essa força, esse calor
Estou me afogando lentamente
A corrente está me levando
E comigo, os desejos
Sem segredos ou obsessão
Desta vez eu corro sem destino
E sem nenhuma razão
O que é este fogo?
Que queima lentamente
Meu único e solitário
Desejo
Você me conhece, não se importe com a espera
Eu sei que você não consegue me mostrar
Mas Deus sabe o quanto eu quero
Que você me veja e me reconheça
Que você corra e jamais pare.
Desejos

Aprender a sorrir

Você pode segurar minha mão
E mostrar como se chora
Você pode explicar suas fraquezas
Para que eu possa entender
Apenas para que não se sinta só
Nesse momento de humilhação
Mas você pode aguentar bravamente
Até que desmorone por dentro
Não precisa pedir permissão
Para tudo e para todos
E então correr e se esconder
Eu não preciso saber
O que você está fazendo
Ou quem está esperando
Mas se você quer contar
Eu lhe direi que Deus perdoou
Todos os nossos pecados
E que o que fez não é errado
Agora você só tem que aprender a sorrir

Jogos de amor

Quando o dia termina
O sol se esconde embaixo da terra
Junto com tudo o que se ganhou ou perdeu
Quando o dia chega ao fim.
Quando o dia termina
Você torce para que seus objetivos
Tenham sido cumpridos
E possa dormir
Mas você vê que fez algo errado
E tem que recomeçar novamente
Mas o dia já chegou ao fim
E você falhou.
Quando a noite é fria
Alguns se vão, outros envelhecem
Mas sempre alguém aparece
Para te acompanhar ou usar sua companhia
Apenas para te mostrar
Que a vida também é doce ou amarga
Quando a noite é fria.
Se a confiança se foi
Não há mais o que contar
Nem telefone para ligar
Não há porque lembrar
Quando a confiança se vai.
Quando a festa termina
Parece tão triste ver tudo vazio
Lamentamos as coisas que não fizemos
Mas agora não há mais tempo
De fazer uma nova brincadeira
A festa já acabou
Quando o jogo que você chama de amor, está se acabando
Você lança mão de sua maior aposta.
E perde muito antes de perceber que perdeu
Pois não existem "jogos de amor"
E agora seu amor se foi...
Se você sorri ao perceber que isso
Foi escrito pensando em você
Então tudo valeu a pena
Agora que o dia já terminou

Não faça barulho

Eu me tornei esse filme mudo
Onde o palhaço mata o herói
Shh, não faça barulho
Ninguém sabe o que ele está fazendo
Apenas não faz nenhum sentido
Não faça barulho...
As coisas passam devagar
Os monólogos não me dizem nada
Entediado na platéia
O público se revolta e abandona
Não toleram altos e baixos
Ou perdas obtidas
Um mundo de ficção como essas histórias natalinas
Sem velhinhos ou brinquedos
Apenas fantasmas em meu passado
E eu não consigo gritar
Brilhantes olhos fechados
Não pode me dizer o que está ocorrendo comigo?
Porque você há de querer outro se você já tem
Um mundo dentro de um mundo?